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terça-feira, 6 de julho de 2010

A Escola

"A escola não tem culpa, é a nossa sociedade que é culpada. A escola, a universidade, deveriam ser o lugar onde a imaginação tem campo livre, onde se aprende a pensar, a reflectir, sem qualquer meta. Mas isso é algo que estamos a eliminar em todo o mundo. Estamos a transformar os centros de ensino em centros de treino. Estamos a criar escravos. Somos a primeira sociedade que entrega os seus filhos à escravidão, sem qualquer sentimento de culpa.»

Alberto Manguel, entrevista, retirado de: http://nemsemprealapis.blogspot.com/

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Mariano Gago desafia os portugueses a estudarem mais

Mariano Gago desafia os portugueses a estudarem mais - Educação - PUBLICO.PT

Notícia bombástica do jornal Público: Mariano Gago, ministro da Ciência e Tecnologia e do Ensino Superior, afirmou que “é preciso estudar mais, é preciso voltar à escola, é preciso saber mais”.
Segundo a opinião unânime dos analistas políticos, trata-se de uma enorme gaffe política (sobretudo a primeira afirmação: “é preciso estudar mais”), pois contraria radicalmente a política educativa do actual governo, bem como do anterior (liderado – embora por vezes possa não parecer – pelo mesmo primeiro-ministro). Não é de excluir um conflito político entre o ministro da Ciência e Tecnologia e do Ensino Superior e a ministra da Educação.
Que pensará o primeiro-ministro sobre o assunto, admitindo que pensa alguma coisa?

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Este país não é para corruptos

Em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer!

Portugal é um país em salmoura. Ora aqui está um lindo decassílabo que só por distracção dos nossos poetas não integra um soneto que cante o nosso país como ele merece. "Vós sois o sal da terra", disse Jesus dos pregadores. Na altura de Cristo não era ainda conhecido o efeito do sal na hipertensão, e portanto foi com o sal que o Messias comparou os pregadores quando quis dizer que eles impediam a corrupção. Se há 2 mil anos os médicos soubessem o que sabem hoje, talvez Jesus tivesse dito que os pregadores eram a arca frigorífica da terra, ou a pasteurização da terra. Mas, por muito que hoje lamentemos que a palavra "pasteurização" não conste do Novo Testamento, a referência ao sal como obstáculo à corrupção é, para os portugueses do ano 2010, muito mais feliz. E isto porque, como já deixei dito atrás com alguma elevação estilística, Portugal é um país em salmoura: aqui não entra a corrupção - e a verdade é que andamos todos hipertensos.
Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos Névoa. O tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal, quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto- é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de irregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta o banco certo só é ladrão se não for administrador.
O hipotético suborno de Domingos Névoa estava ferido de irregularidade, e por isso não podia aspirar a receber o nobre título de suborno. O que se passou foi, no fundo, uma ilegalidade ilegal. O que, surpreendentemente, é legal. Significa isto que, em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer. É preciso saber fazer as coisas bem feitas e seguir a tramitação apropriada. Não é acto que se pratique à balda, caso contrário o tribunal rejeita as pretensões do candidato. "Tenha paciência", dizem os juízes. "Tente outra vez. Isto não é corrupção que se apresente."

Ricardo Araújo Pereira

FRASE DO SÉCULO

Luís Campos e Cunha, ex-Ministro das Finanças entrará para a imortalidade com a afirmação:

"Não sei para que é que querem gastar dinheiro no TGV se podem perfeitamente oferecer um Porsche a cada português gastando menos".

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Os erros e a política


A política tem esta coisa profundamente anti-científica de nunca se admitir um erro, mas sim de o tentar esconder o mais possível. Um exemplo português recente é-nos oferecido pelas declarações produzidas ontem pelo primeiro-ministro José Sócrates na Conferência do Diário Económico sobre o Orçamento de Estado:

"Decidimos aumentar o nosso défice não por descontrolo, mas para ajudar a economia, as empresas e as famílias", "O défice orçamental português aumentou por uma boa razão, para responder à crise" (...) "O facto de o Estado português ter decidido aumentar o seu défice foi para resolver os problemas e numa dimensão em linha com as outras economias. Não se elevou demasiado, mas sim em linha com a média dos países evoluídos e numa proporção aceitável".

Em contraste, o ministro das Finanças Teixeira dos Santos disse quase na mesma altura na Assembleia da República, na discussão do mesmo Orçamento do Estado:

“As previsões falharam redondamente em todo o lado e não foi porque houvesse intenção de enganar” (...) "Eu engano-me mas não engano” (...) "Não tenho pejo em reconhecer a minha quota parte de responsabilidade no perfil de estagnação e de crescente endividamento."

Um deles está simplesmente a ser mais político do que o outro.

Fonte: Citações do "Público" on-line. Foto de Daniel Rocha do "Público".

Carlos Fiolhais
In http://dererummundi.blogspot.com/2010/02/os-engaos-em-politica.html

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"A seguir à Grécia pode ser Portugal" - JN

"A seguir à Grécia pode ser Portugal" - JN

"O Governo português utiliza um "discurso cor-de-rosa" quando se refere à evolução económica do país (...)"

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Opinião - Jornal de Notícias

Opinião - Jornal de Notícias
"Trabalho político"

Jaime Gama meteu-se aparentemente numa camisa de onze varas ao pretender essa coisa extraordinária que é que os deputados faltosos justifiquem as faltas dadas a pretexto de que estão algures a realizar "trabalho político".

Como é possível??!!
Ó srº Presidente da Assembleia da República...
Então quer obrigar os nossos dignissimos representantes na assembleia a justifcar as faltas?? Onde já se viu!! Então não é suficiente a justificação "Trabalho Político"??
Vamos lá ver se nos entendemos!! Determinado deputado viaja até, sei lá, ao Dubai, com viajens pagas pelo contribuinte, e não é "Trabalho Político"??!!
Valha-me Deus!! Claro que... não é!!
Agora lhe digo, se me permite, será mais fácil ser domador de leões ( e não estou a referir-me ao Paulo Bento) do que quer ensinar/ impor princípios éticos aos deputados da Nação!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Autarcas à espera de fazer carreira na regionalização - JN

A pressão de centenas de autarcas em fim de mandato - os ditos 'dinossauros' - pode ser um "acelerador" no processo da regionalização. A partir de 2011, depois das eleições presidenciais é a convicção de um especialista.
Para o autor da dissertação de mestrado "O Poder Local e Regional na Assembleia Constituinte de 1975/76 - As Regiões Administrativas", da Universidade do Porto, no Verão de 2011 "entramos na segunda metade dos mandatos autárquicos, o que levará a um processo de falta de autoridade por parte de quem não se pode recandidatar, porque está de saída já não tem benesses para distribuir".
"São mais de uma centena de autarcas a nível nacional que irão exercer os seus mecanismos de pressão política para acelerar este processo", refere o docente. Para quem o prazo que o Governo impõe até 2013 permite implantar as cinco regiões-plano "à maneira francesa". O culminar mais desejável, defende, seria que as eleições legislativas de 2013, pudessem coincidir com as eleições para os órgãos políticos regionais.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Impensável...

"Imaginar José Sócrates a liderar o Governo com o estilo do primado do diálogo que Guterres popularizou (mal), é como imaginar Pinto da Costa a discursar, comovido, no jantar do próximo aniversário do presidente do Benfica. Impensável. "

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Marcelo Rebelo de Sousa


«Querem ringue, e se querem ringue eu não vou»

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=151677

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Aluno acusa ministra de "tirar credibilidade à democracia"

O representante dos alunos do Liceu Camões destacou-se hoje durante as comemorações dos 100 anos da escola ao tecer duras críticas à política educativa, acusando a ministra da Educação de “tirar credibilidade à democracia”.

Pedro Feijó, delegado dos alunos no Conselho Pedagógico do Liceu Camões, foi um dos participantes da cerimónia do 100º aniversário da escola, ao lado do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, além do director da escola e do médico João Lobo Antunes, um dos antigos alunos.
Pedro Feijó, que discursou de improviso, criticou o que disse serem os “entraves que foram postos à democracia nas escolas pelas novas políticas de Educação” e “a linha de orientação errada que a Educação tomou”, acusações que não mereceram qualquer reacção da ministra no discurso que fez de seguida.

“O que o Ministério fez foi tirar credibilidade à democracia dentro e fora da escola”, sublinhou.

Entre os exemplos que considera negativos das políticas educativas do Governo cessante, o aluno apontou o novo Estatuto do Aluno, considerando que, em vez de falar dos estudantes como “os agentes construtores da escola, fala como essas pessoas iguais e padronizados, que vêm às escolas apenas para fazer os seus testes e competir por um futuro que não é garantido e que devia ser um direito”.
Outro exemplo daquilo que considerou “um dos maiores ataques à democracia” é o novo modelo de gestão das escolas, que “tira a representatividade e o poder aos estudantes e outras classes nos órgãos de gestão, dando-o a agentes exteriores à escola”.
“Por melhor que essa colaboração pudesse ser, não podemos prescindir de direitos tão fundamentais como a eleição do director da escola e a elaboração do regulamento interno”, sublinhou, motivando fortes aplausos entre a audiência.

Mas, para o jovem estudante, pior do qualquer lei, “foi a atitude do ministério”.

“Desprezou manifestações com milhares de estudantes, só por sermos menores, como se por sermos estudantes de secundário não tivéssemos uma palavra a dizer. Desprezou abaixo-assinados, incluindo um com dez mil assinaturas de estudantes, que pediram a revogação destas leis. Desprezou manifestações com várias dezenas de milhar de professores que lutavam pelos seus direitos, pelas suas escolas”, sustentou.

Fonte: http://www.publico.clix.pt/Educação/aluno-acusa-ministra-de-tirar-credibilidade-a-democracia_1405537

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A derrota do CDS e do Bloco

"(...) Quem se der ao trabalho de calcular quanto custaria (em instalações, funcionários, carros, computadores, telefones, propaganda) montar um pequena "máquina" em 30 concelhos ( já para não pensar em 300), percebe por que é que o CDS e o Bloco - que ganham eleições gerais à custa da televisão e da popularidade de Louçã e Portas - não conseguem penetrar, contra as clientelas de hoje, na imensa rede de interesses da administração autárquica. O populismo de que os acusam é em grande parte um populismo forçado, porque "agitar" o "povo" é o que lhes resta. (...)"
Vasco Pulido Valente
Público - A derrota do CDS e do Bloco
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Francisco Louçã ironiza com Paulo Portas por causa dos submarinos

"Há três anos que a Justiça portuguesa anda à procura de um contrato da compra dos submarinos, que já vai em mais de mil milhões de euros, já disparou o seu preço, e não encontram o raio do contrato (...) Eu sugeria, porque isto é irresponsabilidade, como o doutor Paulo Portas, que foi ministro da Defesa, quando saiu levou para casa 61 mil fotocópias de documentos confidenciais, talvez lho pudessem pedir, ele que anda desaparecido há dois dias", afirmou Francisco Louçã entre ironias.
"Bem lhe podiam pedir se nas suas pastas de fotocópias não estará lá por acaso o tal contrato que a Justiça procura há três anos", continuou Francisco Louçã no mesmo tom e lançando uma interrogação: "Será normal que um Estado se comprometa a comprar material de guerra a um outro, mil milhões de euros, e não saibam do contrato?"

Fonte: http://aeiou.expresso.pt/francisco-louca-ironiza-com-paulo-portas-por-causa-dos-submarinos=f538948

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sócrates procura ministro que seja bom negociador


(...) O próximo ministro dos Assuntos Parlamentares será o elo de Sócrates a S. Bento e um conciliador capaz de negociar "com todos os partidos " da Esquerda à Direita, que seja leal às directrizes emanadas da residência oficial do primeiro-ministro, muitas vezes, de rajada.
"Deverá ter grande capacidade de negociação, ser um mediador e capaz de estabelecer consensos, mesmo em situações de muita tensão", refere ao JN o politólogo do PS Pedro Adão e Silva.
(...) exigirá do representante do Executivo em S. Bento "um jogo de cintura" permanente e uma natureza sociável e cordial.
"Antes de ser ministro, Augusto Santos Silva tinha um trato afável, mas agora" - principalmente depois de ter dito que era preciso "malhar na Direita" - "é-lhe associada uma imagem mais dura que não é compaginável com a pasta (...)"
(...) Também com grande experiência parlamentar, Francisco Assis poderá ser o escolhido. "Não veio de Bruxelas para ficar no hemiciclo a olhar o tecto" (...)
(... )

ALEXANDRA MARQUES in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1376300
Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBCGJ3RfkeaAX_9mjXzPD6cHzEXI9xkR7o_r6uwuQtbJoWyKr8iRaP5Q70BdnERsCClNQ_q_6Q5CJdN46K1_N9svjVcPtplnBwNEf82EWsLSxJLwtPGtnh3JhkcKrYakgTJqBULTRd6gM/s1600-r/030409.gif

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Costa vs Santana


"Às vezes, mais vale não fazer do que fazer mal feito. O doutor Santana Lopes é especialista em fazer mal feito", acrescentou.
Segundo António Costa, o negócio da permuta dos terrenos dá razão à máxima "quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos".

António Costa in http://jn.sapo.pt/eleicoes/autarquicas2009/Interior.aspx?content_id=1375808

Ao Sócrates, o Senhor Pinto de Sousa!


"Sócrates, o negociador? Isso seria como pedir ao Conde Drácula: 'A partir de agora, só sumos naturais, se faz favor'".

João Miguel Tavares, "Diário de Notícias", 29-09-2009