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sábado, 17 de julho de 2010

Depois das SCUTs: Governo pondera taxar “passeio dos tristes”

Quarta-feira, 14 de Julho de 2010

Depois de tentar, sem sucesso, taxar as SCUTs, o Governo pondera agora taxar o “passeio dos tristes”, implantando um chispe nos próprios tristes, que assim que pensam em tirar o carro da garagem para passear ao fim-de-semana, a Brisa vai-lhes logo à conta.

A ideia é simples. O secretário de Estado explica: «Primeiro convidamos os tristes para um belo chispe. Como gostam todos de comer, vêm logo e nem fazem perguntas. A partir daí, sempre que pensam em passear de carro, pimba. Por exemplo, um triste acorda de manhã, reúne a família e diz “e se fôssemos até Cascais, depois fazemos o Guincho, Malveira, vamos até Sintra, passamos por Mafra, Outlet do Carregado e voltamos”. Neste caso, o triste já estava a pagar vinte e cinco euros. Se o primo deste triste, zangado aliás por ser sempre o outro triste a escolher, optar por levar a família até Palmela, cabo Espichel, Sesimbra e Tróia, paga 35, sem contar com o barco. Já se sabe que isto dará depois discussão, com o primeiro triste a dizer ao segundo que tinha razão quando disse que deviam ir até Cascais. É só mais um bónus que este sistema nos dá: ver os tristes a discutir antes, durante e depois do passeio.»

Com esta medida, justificada pela austeridade, o Governo pode vir a encaixar o PIB da Alemanha, derivado à quantidade de tristes.

terça-feira, 13 de julho de 2010

passos perdidos



o senhor ps e o senhor psd. desde já pedindo desculpa aos gatos por tão desastrada comparação...

Santa paciência...

E que tal um governo de iniciativa Presidencial? sim! Não!

Um governo de mão forte, militarizado...

E que tal? Não, pois não! Melhor tudo conforme está! Está tudo tão bem cá no cantinho.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

A gaffe


Cartoon de Henrique Monteiro

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Os erros e a política


A política tem esta coisa profundamente anti-científica de nunca se admitir um erro, mas sim de o tentar esconder o mais possível. Um exemplo português recente é-nos oferecido pelas declarações produzidas ontem pelo primeiro-ministro José Sócrates na Conferência do Diário Económico sobre o Orçamento de Estado:

"Decidimos aumentar o nosso défice não por descontrolo, mas para ajudar a economia, as empresas e as famílias", "O défice orçamental português aumentou por uma boa razão, para responder à crise" (...) "O facto de o Estado português ter decidido aumentar o seu défice foi para resolver os problemas e numa dimensão em linha com as outras economias. Não se elevou demasiado, mas sim em linha com a média dos países evoluídos e numa proporção aceitável".

Em contraste, o ministro das Finanças Teixeira dos Santos disse quase na mesma altura na Assembleia da República, na discussão do mesmo Orçamento do Estado:

“As previsões falharam redondamente em todo o lado e não foi porque houvesse intenção de enganar” (...) "Eu engano-me mas não engano” (...) "Não tenho pejo em reconhecer a minha quota parte de responsabilidade no perfil de estagnação e de crescente endividamento."

Um deles está simplesmente a ser mais político do que o outro.

Fonte: Citações do "Público" on-line. Foto de Daniel Rocha do "Público".

Carlos Fiolhais
In http://dererummundi.blogspot.com/2010/02/os-engaos-em-politica.html

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Sobreviver à doença, escapar da cura.

(...)
Visto de fora, desde que se descobriu o novo vírus da gripe os portugueses passaram a correr para um lado gritando "Fujam, vem aí a doença!", e depois passaram a correr para o outro gritando "Fujam, vem aí a cura!" A fugir, estamos sempre. Só muda o perseguidor.
(...)

Ricardo Araújo Pereira in: revista Visão

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A ausência de Cavaco


(Clique na Imagem para aumentar o tamanho, obrigado!)
Cartoon de Henrique Monteiro

terça-feira, 29 de setembro de 2009


Cavaco usou escutas para chamar Sócrates a Belém


O Presidente da República já convocou José Sócrates para o convidar a formar governo. Cavaco dirigiu-se ao boneco do chefe índio de madeira que tem no seu gabinete (e onde o Presidente sempre desconfiou que tinha sido instalada uma escuta) e disse “Alô, alô? Eu sei que vocês estão aí. Digam lá ao Sócrates se pode cá vir na quinta-feira. Mas da parte da manhã porque à tarde tenho dentista.”



Com a crise, Cavaco mandou apertar o cinto na presidência e tem poupado somas consideráveis em telecomunicações nos seus contactos com o Governo, ora falando para a escuta do chefe índio, ora para a outra, no pavão metálico que faz bip-bip, em frente à sua janela.