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domingo, 18 de julho de 2010

O Peregrino


O peregrino, cartoon de António, in Expresso

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Mariano Gago desafia os portugueses a estudarem mais

Mariano Gago desafia os portugueses a estudarem mais - Educação - PUBLICO.PT

Notícia bombástica do jornal Público: Mariano Gago, ministro da Ciência e Tecnologia e do Ensino Superior, afirmou que “é preciso estudar mais, é preciso voltar à escola, é preciso saber mais”.
Segundo a opinião unânime dos analistas políticos, trata-se de uma enorme gaffe política (sobretudo a primeira afirmação: “é preciso estudar mais”), pois contraria radicalmente a política educativa do actual governo, bem como do anterior (liderado – embora por vezes possa não parecer – pelo mesmo primeiro-ministro). Não é de excluir um conflito político entre o ministro da Ciência e Tecnologia e do Ensino Superior e a ministra da Educação.
Que pensará o primeiro-ministro sobre o assunto, admitindo que pensa alguma coisa?

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Este país não é para corruptos

Em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer!

Portugal é um país em salmoura. Ora aqui está um lindo decassílabo que só por distracção dos nossos poetas não integra um soneto que cante o nosso país como ele merece. "Vós sois o sal da terra", disse Jesus dos pregadores. Na altura de Cristo não era ainda conhecido o efeito do sal na hipertensão, e portanto foi com o sal que o Messias comparou os pregadores quando quis dizer que eles impediam a corrupção. Se há 2 mil anos os médicos soubessem o que sabem hoje, talvez Jesus tivesse dito que os pregadores eram a arca frigorífica da terra, ou a pasteurização da terra. Mas, por muito que hoje lamentemos que a palavra "pasteurização" não conste do Novo Testamento, a referência ao sal como obstáculo à corrupção é, para os portugueses do ano 2010, muito mais feliz. E isto porque, como já deixei dito atrás com alguma elevação estilística, Portugal é um país em salmoura: aqui não entra a corrupção - e a verdade é que andamos todos hipertensos.
Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos Névoa. O tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal, quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto- é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de irregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta o banco certo só é ladrão se não for administrador.
O hipotético suborno de Domingos Névoa estava ferido de irregularidade, e por isso não podia aspirar a receber o nobre título de suborno. O que se passou foi, no fundo, uma ilegalidade ilegal. O que, surpreendentemente, é legal. Significa isto que, em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer. É preciso saber fazer as coisas bem feitas e seguir a tramitação apropriada. Não é acto que se pratique à balda, caso contrário o tribunal rejeita as pretensões do candidato. "Tenha paciência", dizem os juízes. "Tente outra vez. Isto não é corrupção que se apresente."

Ricardo Araújo Pereira

FRASE DO SÉCULO

Luís Campos e Cunha, ex-Ministro das Finanças entrará para a imortalidade com a afirmação:

"Não sei para que é que querem gastar dinheiro no TGV se podem perfeitamente oferecer um Porsche a cada português gastando menos".

O Nome da Rosa


Cartoon de Henrique Monteiro

terça-feira, 18 de maio de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Os erros e a política


A política tem esta coisa profundamente anti-científica de nunca se admitir um erro, mas sim de o tentar esconder o mais possível. Um exemplo português recente é-nos oferecido pelas declarações produzidas ontem pelo primeiro-ministro José Sócrates na Conferência do Diário Económico sobre o Orçamento de Estado:

"Decidimos aumentar o nosso défice não por descontrolo, mas para ajudar a economia, as empresas e as famílias", "O défice orçamental português aumentou por uma boa razão, para responder à crise" (...) "O facto de o Estado português ter decidido aumentar o seu défice foi para resolver os problemas e numa dimensão em linha com as outras economias. Não se elevou demasiado, mas sim em linha com a média dos países evoluídos e numa proporção aceitável".

Em contraste, o ministro das Finanças Teixeira dos Santos disse quase na mesma altura na Assembleia da República, na discussão do mesmo Orçamento do Estado:

“As previsões falharam redondamente em todo o lado e não foi porque houvesse intenção de enganar” (...) "Eu engano-me mas não engano” (...) "Não tenho pejo em reconhecer a minha quota parte de responsabilidade no perfil de estagnação e de crescente endividamento."

Um deles está simplesmente a ser mais político do que o outro.

Fonte: Citações do "Público" on-line. Foto de Daniel Rocha do "Público".

Carlos Fiolhais
In http://dererummundi.blogspot.com/2010/02/os-engaos-em-politica.html

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!!


O "Singularidades da República" deseja a todos os visitantes um Feliz Natal!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Os frutuosos entendimentos - Opinião - Jornal de Notícias

"De modo que, bem vistas as coisas, talvez Sócrates esteja também interessado em navegar à vista. Sim, há uma pergunta a fazer: se assim é, por que razão se avoluma a troca de piropos e mal-entendidos? Resposta: porque Sócrates precisa de saber de que lado está Cavaco. Provocando o chefe de Estado, o PS apalpa-lhe o pulso. "
Opinião - Jornal de Notícias